Rinossinusite deixa a cabeça pesada?

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Popularmente conhecida como sinusite, a rinossinusite se caracteriza por um processo infeccioso bacteriano que inflama as cavidades ao redor das vias nasais. Mas por que será que, quando se está com a doença, há a sensação de peso na cabeça, entre outros sintomas?

A região do crânio é formada por cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos.

Os seios da face dão ressonância à voz, aquecem o ar inspirado e diminuem o peso do crânio, o que facilita sua sustentação. É por isso que o indivíduo que apresenta um quadro infeccioso de rinossinusite sente a cabeça pesar: as cavidades nasais ficam inchadas e inflamadas e os seios da face não conseguem drenar o muco, podendo ocorrer acúmulo, sensação de peso e dor.

Devido à sensação de peso e dor na cabeça, dependendo da intensidade destes sintomas, há quem confunda um quadro de rinossinusite com meningite, enfermidade ainda mais severa. Em raríssimos casos, quando a doença não é tratada de forma correta, ela pode evoluir para meningite bacteriana, mas os distúrbios são distintos.

Meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas incluem início súbito de febre, dor de cabeça que pode ser intensa e rigidez do pescoço, além de náusea, vômito, condição mental alterada e aumento da sensibilidade à luz.

Já a rinossinusite possui sinais clássicos como dor de cabeça na área do seio da face mais comprometido – a dor pode ser forte, em pontada, pulsátil ou sensação de pressão ou peso na cabeça -; obstrução nasal com presença de secreção amarela ou esverdeada, sanguinolenta, que dificulta a respiração; febre, cansaço, coriza, tosse, dores musculares e perda de apetite.

O que pode causar rinossinusite?

O fluxo da secreção mucosa dos seios da face é permanente e imperceptível. Alterações anatômicas, que impedem a drenagem da secreção, e processos infecciosos ou alérgicos, que provocam inflamação das mucosas e facilitam a instalação de germes oportunistas, são fatores que predispõem à rinossinusite.

A doutora Ana Paula Fiuza Funicello Dualibi explica que, se a doença não for devidamente tratada, pode evoluir para complicações mais graves. “Não descuide e procure atendimento médico se apresentar sintomas como cefaleia, dor ou pressão facial, obstrução ou congestão nasal, secreção nasal purulenta, febre, halitose, otalgia ou pressão nos ouvidos, tosse e fadiga, entre outros sintomas clássicos da doença”, detalha.

Porém, o indivíduo que apresenta estes acometimentos não deve realizar o próprio tratamento sem acompanhamento médico. A doutora alerta para o risco da automedicação sem a devida prescrição. “Nunca utilize medicamentos de qualquer natureza sem a orientação de um médico especialista. Somente o profissional que é perito na área tem a chancela e conhecimento técnico e científico para indicar o melhor tratamento de acordo com o perfil do paciente e os sintomas apresentados”, enfatiza. 

A melhor forma de evitar a rinossinusite é mantendo as mucosas nasais hidratadas e cuidando bem da saúde. Alimente-se de forma saudável com redução de açúcar e sal e maior ingestão de alimentos naturais como frutas, legumes e verduras; beba bastante água; lave as mãos; evite cheiros fortes; mantenha o ambiente sempre limpo e arejado; certifique-se de que seus pets (caso você tenha) tomem banho com frequência para evitar o acúmulo de pelos; vacine-se contra a gripe; saia de casa bastante agasalhado em época de chuvas; elimine o tabagismo; pratique exercícios físicos e faça asseio nasal com soro fisiológico.

A doutora Ana Paula Fiuza Funicello Dualibi é formada pela PUC-SP e possui título em Otorrinolaringologia e doutorado pela Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.

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