Vitaminas e Minerais: Vitamina C, D e Zinco

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Vitaminas são compostos orgânicos de grande importância para o correto funcionamento do corpo humano. Esses compostos não podem ser sintetizados em quantidades suficientes pelo próprio organismo e devem ser adquiridos por meio da dieta.

Os minerais são elementos inorgânicos que desempenham uma variedade de funções no organismo. Apesar de existirem mais de 50 minerais no organismo, somente 14 são essenciais aos processos metabólicos e por isso devem estar presentes na alimentação.

Vitamina C

A vitamina C é essencial para a produção de colágeno e conta com ação antioxidante, prevenindo o envelhecimento da pele e diminuindo os riscos de diversas doenças, entre elas o câncer e processos degenerativos associados com a idade. O nutriente também proporciona resistência aos ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos.

Além desses benefícios, a vitamina é essencial para a produção carnitina, substância responsável pelo transporte de gorduras para serem queimadas e transformadas em energia e tem a função de aumento da produção de células de defesa e número de anticorpos do organismo, deixando nosso corpo menos suscetível a doenças e sintomas relacionados a baixa imunidade.

O composto é extremamente essencial para o bom funcionamento do corpo e deve ser adquirido por meio da alimentação balanceada. Caso a dieta não esteja suprindo as quantidades necessárias, é preciso fazer o uso de suplementos alimentares para o fortalecimento da imunidade.

Vitamina D

A vitamina D atua como um hormônio no corpo humano e regula o metabolismo do cálcio, fósforo e osso. Estimula a esteroidogênese (o processo de produção de estrogênio e progesterona) nos ovários e testículos. No coração, ela atua no controle da função cardíaca e da pressão arterial, além de estimular o crescimento de rabidomiócitos, aumentando tônus e força muscular no cérebro e o desenvolvimento neural.

O hormônio tem papel importante na tolerância à glicose, estimulando tanto a secreção de insulina como aumentando a sensibilidade dos seus receptores.

A deficiência pode se dar através de diversos fatores, como baixa exposição à luz UVB, diminuição da síntese de vitamina D na pele, obesidade ou patologias como fibrose cística, doenças gastrointestinais, renais ou hematológicas.

Um dos efeitos principais dessa deficiência é a diminuição da absorção de cálcio, levando a uma hipocalcemia. Nos adultos e idosos isso faz como que os ossos se tornem frágeis, levando à osteoporose, e nas crianças e adolescentes pode ocorrer raquitismo e deformidade dos ossos, sendo a perda de massa óssea muito notável.

Outros efeitos podem ser espasmos musculares, dor ao caminhar e alteração dos ósseos pélvicos (em crianças e adolescentes) e osteomalácia e osteoporose em adultos. Em gestantes, pode se apresentar com o estreitamento do canal vaginal e atraso no crescimento dos fetos.

No caso da vitamina D, só 10 a 20% da sua necessidade é obtida por meio da dieta. Os demais 80% a 90% necessários para a boa saúde se dão através da exposição à luz dos raios ultravioletas (UV) do sol. Ainda assim, é importante consumir alimentos ricos ou enriquecidos com a vitamina e se necessário fazer a suplementação com orientação médica pelo seu risco de intoxicação se ingerida em doses muito altas por diversos meses.

Zinco

O zinco é um metal insolúvel em água e álcool, mas relativamente solúvel em ácido. Tem papel importante na síntese do DNA e proteínas dos músculos e outros órgãos, desenvolvimento embrionário e reprodução, além de atuar na defesa do organismo, cicatrização e divisão celular.

Tem funções metabólicas, especialmente da vitamina A, no estoque e liberação de insulina e participa de processos sensoriais da gustação e do olfato. O metal tem função oxidante ao inibir a propagação de radicais livres e está presente nas membranas biológicas com a função de estabilizá-las.

Uma carência de zinco pode levar a diversas patologias como teratogenia, lesões cutâneas, retardo do crescimento, cicatrização diminuída e atrasada, alteração na função imune do organismo, hipogonadismo, cegueira noturna e mudanças comportamentais.

O zinco é considerado relativamente não tóxico em humanos, mas acidentes de ingestão aguda de zinco podem levar a casos de toxicidade. Uma dose de aproximadamente 1 a 2g de sal de zinco, correspondente a aproximadamente 450 mg de zinco pode causar náuseas e vômitos, dor abdominal e diarreia. A ingestão de aproximadamente 12 g de zinco elementar pode causar letargia, dor de cabeça, sintomas facilmente reversíveis com terapia de quelação, geralmente utilizada na intoxicação por metais pesados como o chumbo e mercúrio.

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